A palavra “laser” costuma ser associada a tecnologia, precisão e resultados rápidos. Na saúde e na estética da pele, diferentes equipamentos realmente podem contribuir para o tratamento de manchas, cicatrizes, vermelhidão, pelos, alterações de textura, sinais de envelhecimento, dor e processos de cicatrização.
Mas existe um ponto essencial: laser não é um tratamento único.
Há diferentes tipos de laser, comprimentos de onda, potências, formas de aplicação e objetivos terapêuticos. O equipamento adequado para uma determinada condição pode ser ineficaz ou até inadequado para outra.
Por isso, o resultado não depende apenas da tecnologia utilizada. Depende principalmente da avaliação, da indicação correta, da experiência profissional e da escolha de parâmetros compatíveis com a pele e com o objetivo do tratamento.
O que é um tratamento com laser?
O laser é uma tecnologia que emite energia luminosa de forma direcionada. Dependendo do equipamento, essa energia pode interagir com diferentes alvos presentes na pele, como:
- pigmentos;
- vasos sanguíneos;
- água presente nos tecidos;
- folículos pilosos;
- áreas inflamadas ou lesionadas.
Essa interação pode produzir efeitos térmicos, ablativos ou de fotobiomodulação.
Em termos simples, isso significa que alguns lasers são utilizados para provocar uma ação controlada no tecido, enquanto outros trabalham com baixa intensidade para modular processos biológicos sem remover a camada superficial da pele.
A escolha precisa considerar o diagnóstico, o tecido que será atingido, o fototipo, a região tratada e o resultado esperado.
Todos os lasers são iguais?
Não.
O termo “laser” engloba tecnologias com características muito diferentes.
Entre elas estão equipamentos voltados para:
- remoção de pelos;
- tratamento de vasos;
- clareamento de algumas manchas;
- renovação da superfície da pele;
- melhora de cicatrizes;
- estímulo de colágeno;
- recuperação tecidual;
- alívio da dor;
- modulação da inflamação.
Um equipamento utilizado para depilação, por exemplo, não possui necessariamente a mesma finalidade de um laser empregado na regeneração de uma ferida.
Da mesma forma, protocolos para rejuvenescimento não devem ser automaticamente aplicados em pessoas com acne ativa, pele sensibilizada ou determinadas alterações pigmentares.
O que é laserterapia de baixa intensidade?
A laserterapia de baixa intensidade, também chamada de fotobiomodulação, utiliza luz em parâmetros específicos com o objetivo de influenciar processos celulares.
Ela pode ser incorporada a protocolos voltados para:
- cicatrização;
- regeneração tecidual;
- redução da inflamação;
- controle de edema;
- alívio da dor;
- recuperação de determinadas lesões;
- apoio ao cuidado de feridas.
Uma revisão sistemática publicada em 2024 encontrou resultados favoráveis da laserterapia de baixa intensidade na redução do tamanho de feridas, na velocidade de cicatrização e no controle da dor. Porém, os protocolos variam entre os estudos, e o laser deve ser considerado um recurso complementar, não um substituto para a investigação e o tratamento da causa da lesão. (PMC)
Em quais situações o laser pode ajudar?
A indicação depende da tecnologia disponível e da avaliação de cada caso.
Cicatrização e regeneração tecidual
A fotobiomodulação pode ser utilizada como parte do cuidado de algumas feridas, suturas e lesões cutâneas.
Entretanto, antes de aplicar o laser, é necessário avaliar:
- origem da ferida;
- profundidade;
- circulação;
- presença de infecção;
- tipo de tecido;
- doenças associadas;
- medicamentos em uso;
- condições gerais do paciente.
Uma ferida provocada por pressão, diabetes, trauma ou alteração vascular precisa de abordagem própria. O laser pode complementar o protocolo, mas não corrige sozinho os fatores que impedem a cicatrização.
Cicatrizes
Determinados lasers podem ajudar a reduzir a visibilidade, a vermelhidão, o desconforto e algumas alterações de textura.
É importante manter expectativas realistas: o laser pode melhorar a aparência de uma cicatriz, mas não necessariamente eliminá-la por completo. A escolha também depende de o tecido estar elevado, deprimido, escurecido, avermelhado ou aderido. (Academia Americana de Dermatologia)
Manchas
Algumas alterações pigmentares podem responder ao laser, mas nem toda mancha deve ser tratada da mesma forma.
Antes do procedimento, é necessário entender:
- qual é o tipo de mancha;
- em qual camada da pele está o pigmento;
- se existe inflamação ativa;
- qual é o fototipo;
- se houve exposição solar recente;
- se a alteração pode representar outra condição.
Tratar uma lesão sem diagnóstico adequado pode atrasar a identificação de um problema que precise de outra abordagem.
Vermelhidão e vasos aparentes
Lasers vasculares podem ser empregados em algumas condições relacionadas a vasos visíveis e vermelhidão persistente.
A Academia Americana de Dermatologia informa que tecnologias de laser e luz podem ajudar a reduzir vasos e vermelhidão em determinados casos, mas os resultados variam e podem ser necessárias várias sessões. (Academia Americana de Dermatologia)
Rejuvenescimento e textura da pele
Alguns lasers promovem renovação controlada da pele ou estímulo de colágeno.
Eles podem ser considerados para:
- linhas finas;
- textura irregular;
- poros aparentes;
- algumas cicatrizes de acne;
- sinais de fotoenvelhecimento;
- perda de uniformidade.
A intensidade e o período de recuperação variam conforme a tecnologia e a profundidade atingida.
Remoção de pelos
A depilação a laser utiliza energia direcionada ao pigmento presente no pelo e no folículo.
A quantidade de sessões depende da região, da cor e espessura dos pelos, do fototipo, de fatores hormonais e do equipamento. A tecnologia evoluiu e pode ser utilizada em diferentes tons de pele, mas a escolha do aparelho e dos parâmetros é especialmente importante para reduzir o risco de queimaduras e alterações de pigmentação. (Academia Americana de Dermatologia)
Por que a avaliação antes do laser é tão importante?
A mesma queixa pode ter origens diferentes.
Uma mancha pode ser consequência de exposição solar, inflamação, acne, alteração hormonal ou outro processo. Uma cicatriz pode ser recente, antiga, elevada ou deprimida. Uma ferida pode apresentar infecção, pressão contínua, alteração vascular ou dificuldade metabólica de cicatrização.
Sem avaliação, existe o risco de escolher uma tecnologia que não atua na verdadeira causa do problema.
Durante a consulta, podem ser considerados:
- histórico de saúde;
- uso de medicamentos;
- doenças preexistentes;
- gestação;
- tendência a queloides;
- histórico de herpes;
- fototipo;
- sensibilidade;
- exposição solar;
- procedimentos recentes;
- produtos utilizados na pele;
- expectativa do paciente.
A avaliação também ajuda a explicar o que o laser pode ou não entregar.
O fototipo interfere na escolha do laser?
Sim.
Peles com maior quantidade de melanina absorvem a energia de maneira diferente. Quando o comprimento de onda ou os parâmetros não são adequados, pode aumentar o risco de:
- queimaduras;
- manchas escuras;
- manchas claras;
- irritação;
- inflamação;
- cicatrizes.
Isso não significa que peles negras ou morenas não possam receber tratamentos a laser. Significa que o procedimento precisa ser planejado com equipamentos e parâmetros adequados ao fototipo, além de acompanhamento cuidadoso.
Laser pode piorar manchas?
Pode, principalmente quando há indicação inadequada, exposição solar, parâmetros excessivos ou predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória.
Após o procedimento, a pele pode ficar temporariamente mais sensível. Por isso, a proteção solar e os cuidados orientados são fundamentais.
Em alguns casos, também é necessário preparar a pele antes da sessão ou adiar o tratamento até que uma inflamação esteja controlada.
Quais são os possíveis efeitos após uma sessão?
Os efeitos variam conforme a tecnologia e a intensidade.
Podem ocorrer:
- vermelhidão;
- sensação de calor;
- sensibilidade;
- inchaço;
- formação de pequenas crostas;
- descamação;
- alteração temporária da cor da pele;
- desconforto local.
Procedimentos mais intensos podem exigir um período maior de recuperação.
Quando o tratamento é feito por pessoa sem capacitação ou com técnica inadequada, aumentam os riscos de queimaduras, feridas, cicatrizes e mudanças na textura ou na pigmentação da pele. (Academia Americana de Dermatologia)
Quando o laser pode não ser indicado?
A decisão é individual, mas o procedimento pode precisar ser adiado ou contraindicado diante de situações como:
- infecção ativa;
- lesão sem diagnóstico;
- exposição solar recente;
- pele muito sensibilizada;
- ferida com necessidade de abordagem urgente;
- uso de medicamentos fotossensibilizantes;
- determinadas doenças autoimunes;
- histórico de cicatrização inadequada;
- gestação, dependendo da finalidade;
- expectativa incompatível com o resultado possível.
Também é necessário avaliar procedimentos, peelings e ativos usados recentemente.
Mais potência significa resultado melhor?
Não.
O resultado depende da dose adequada para o tecido e para o objetivo proposto.
Utilizar uma intensidade maior do que a necessária pode aumentar a inflamação e o risco de complicações. Intensidade insuficiente, por outro lado, pode não produzir o efeito esperado.
Na fotobiomodulação, por exemplo, fatores como comprimento de onda, energia, tempo, distância e número de sessões interferem na resposta.
O Cofen reforça que o uso do laser de baixa intensidade por enfermeiros capacitados deve envolver formação específica, avaliação clínica, planejamento, conhecimento sobre interação entre laser e tecido, dosimetria e registro em prontuário. (Cofen)
Quantas sessões são necessárias?
Não existe um número universal.
A quantidade depende de:
- condição tratada;
- tecnologia;
- intensidade;
- extensão da área;
- resposta individual;
- hábitos;
- cuidados entre as sessões;
- presença de fatores associados.
Alguns procedimentos apresentam mudanças graduais. Outros podem exigir manutenção.
Promessas de resultado definitivo em uma única sessão devem ser analisadas com cautela.
O laser substitui outros tratamentos?
Nem sempre.
Em muitos casos, o laser funciona melhor quando faz parte de um protocolo mais amplo.
Por exemplo:
- feridas também podem exigir curativo adequado, controle de infecção, alívio de pressão e acompanhamento da causa;
- acne ativa pode precisar de controle da inflamação antes do tratamento das cicatrizes;
- manchas podem exigir proteção solar e cuidados tópicos;
- rejuvenescimento depende também da rotina diária de proteção e hidratação;
- dor persistente pode exigir investigação diagnóstica.
Tecnologia não substitui raciocínio clínico.
Como escolher um local seguro para realizar o tratamento?
Antes de iniciar, procure saber:
- quem fará a avaliação e o procedimento;
- qual é a formação do profissional;
- qual tecnologia será utilizada;
- se o equipamento está regularizado;
- qual é a indicação para o seu caso;
- quais resultados são realistas;
- quais são os riscos;
- quais cuidados serão necessários;
- como serão tratadas possíveis intercorrências.
A Anvisa orienta que serviços de estética adotem normas sanitárias adequadas e utilizem produtos e equipamentos regularizados. A agência também alerta que procedimentos podem provocar complicações, incluindo queimaduras e infecções, quando realizados sem os cuidados necessários. (Serviços e Informações do Brasil)
Quais cuidados podem ser necessários antes do laser?
As orientações dependem do tratamento, mas podem incluir:
- evitar exposição solar;
- usar proteção solar;
- suspender determinados ácidos ou retinoides quando orientado;
- informar todos os medicamentos em uso;
- relatar histórico de herpes;
- não aplicar produtos irritantes;
- não realizar outros procedimentos sem comunicar o profissional;
- evitar manipular a região.
Nunca interrompa um medicamento prescrito por conta própria.
E depois do procedimento?
Os cuidados podem incluir:
- usar protetor solar;
- evitar calor e sol;
- manter a pele hidratada;
- utilizar apenas os produtos orientados;
- não remover crostas;
- evitar esfoliação;
- não manipular a região;
- comunicar dor intensa, bolhas, secreção ou piora importante.
A recuperação faz parte do tratamento e interfere diretamente na segurança e no resultado.
Quais sinais exigem contato com o profissional?
Procure orientação diante de:
- dor intensa ou progressiva;
- formação de bolhas;
- queimadura;
- secreção;
- sangramento;
- inchaço excessivo;
- febre;
- alteração importante da cor da pele;
- ferida;
- piora rápida;
- sinais de reação alérgica.
Falta de ar, inchaço da face ou alteração da consciência exigem atendimento de emergência.
Laser é seguro?
Pode ser seguro quando há:
- indicação correta;
- avaliação individualizada;
- profissional capacitado;
- equipamento adequado;
- parâmetros compatíveis;
- proteção dos olhos;
- higiene e biossegurança;
- acompanhamento da resposta;
- cuidados antes e depois.
A tecnologia, sozinha, não garante segurança.
Instituto Derma Laser Clinic: laserterapia com avaliação individualizada em São Paulo
O Instituto Derma Laser Clinic, localizado na Bela Vista, em São Paulo, atua no cuidado integrado da saúde, da recuperação e da estética da pele.
Sob a direção técnica da Dra. Neide Fernandes, o Instituto reúne experiência em Enfermagem, Biomedicina Estética, Enfermagem Dermatológica, Estomaterapia e laserterapia.
Os protocolos são definidos após avaliação individualizada, considerando a condição da pele, o histórico clínico, o objetivo do tratamento e as características de cada paciente.
A laserterapia pode ser integrada ao cuidado de lesões cutâneas, feridas complexas, cicatrização, regeneração tecidual e alívio da dor, conforme indicação. A clínica também oferece protocolos voltados à estética e à recuperação da pele.
Mais do que aplicar uma tecnologia, o Instituto Derma Laser Clinic busca compreender a necessidade de cada paciente e utilizar os recursos disponíveis com técnica, ética, segurança e acolhimento.
Instituto Derma Laser Clinic
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2050, conjunto 64
Bela Vista, São Paulo – SP
WhatsApp: (11) 98904-4257
Telefone: (11) 98712-4339
Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 18h.
Perguntas frequentes sobre tratamentos com laser
O laser serve para qualquer problema de pele?
Não. Existem diferentes tecnologias, e cada uma possui indicações específicas. A avaliação é necessária para definir se o laser é adequado.
Laser de baixa intensidade queima a pele?
A fotobiomodulação utiliza parâmetros de baixa intensidade e não tem como objetivo provocar uma lesão térmica. Mesmo assim, precisa de dosimetria e aplicação corretas.
Laser pode ajudar na cicatrização?
A laserterapia de baixa intensidade pode integrar protocolos de cicatrização e regeneração, mas não substitui o tratamento da causa da ferida.
O laser elimina cicatrizes?
Pode melhorar cor, textura, dor e visibilidade, mas não há garantia de eliminação completa.
Quantas sessões são necessárias?
Depende da condição, da tecnologia e da resposta individual. O plano deve ser definido após avaliação.
Pessoas com pele negra podem fazer laser?
Podem realizar determinadas tecnologias, desde que o equipamento e os parâmetros sejam adequados ao fototipo.
Laser pode causar manchas?
Pode ocorrer alteração de pigmentação, especialmente com exposição solar, parâmetros inadequados ou predisposição individual.
É necessário usar protetor solar depois do laser?
Em muitos procedimentos, sim. A proteção solar ajuda a reduzir inflamação e alterações de pigmentação.
Laser dói?
A sensação varia. Algumas pessoas percebem calor, ardência ou pequenos estímulos. A intensidade depende da tecnologia e da região.
Laser pode ser realizado em ferida infectada?
A presença de infecção exige avaliação. O laser não substitui o controle da infecção e pode não ser indicado naquele momento.
Gestantes podem fazer laser?
Depende da tecnologia, da região e do objetivo. A gestação deve sempre ser informada antes de qualquer procedimento.
Onde encontrar laserterapia na Bela Vista, em São Paulo?
O Instituto Derma Laser Clinic oferece avaliação e protocolos de laserterapia na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2050, conjunto 64, na Bela Vista.


